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Tragédia anunciadaJosé Moraes Barbosa e VicenteCioffi
O Professor e ambientalista,engenheiro e especialista ambiental -membros do Fórum Permanente em Defesa da Vida Visionários em 1934
criaramo Código
Florestal Brasileiro
por decreto federal,
transformado em lei em
1965. Lei de proteção ambiental
tão moderna que preservava
o meio ambiente seu fiel
cumprimento evitariam tragédias
e catástrofes que tanto
assolam nosso paísemface
das degradações ambientais,
e mudançasclimáticas globais.
Dentre outros avanços
ele definia a proteção das nascentes,
das encostas e topos
de morros, vegetação de margens
e várzeas de rios e córregos,
florestas, limitava ocupações
de áreas protegidas e de
proteção permanentes, restingas
e mangues, limitando e
regulamentando a supressão
da vegetação.
No passado e na atualidade,
as dificuldades para o seu
cumprimento têmsido a omissão
do Estado, que outrora
forte, hoje está reduzido ao
mínimo, não sendo pior pelo
compromisso incansável de
ambientalistas e ONGs independentes,
Ministério Público
federal, estadual e Defensorias
que, na sua atuação, têm
exigido dos órgãos fiscalizadores o seu
cumprimento, fortalecido
por resoluções do Conselho
Nacional do Meio Ambiente
e a nova legislação ambiental
federal.
Código que,emdecorrência
deste Estado frágil e privatizado
por interesses externos,
vem resultar cotidianamente
nos órgãos de imprensa em tragédias
e catástrofes
anunciadas em face de enchentes
e desmoronamentos
como em Alagoas e Pernambuco,
Niterói, Santa Catarina,
São Paulo.EnoVale doParaíba,
comoSão LuísdoParaitinga,
Aparecida, Piquete, Guará e em São José nos rios Paraíba,
Buquirinha, Pararangaba,
Cambuí, Vidoca.
Agressões e violaçõestêm
assolado estas regiões ocasionadas
por ocupações irregulares em encostas
e topos de
morro, áreas de várzea e de
proteção permanente, especulação
imobiliária (loteamentos
e condomínios), desmatamentos
de florestas e matas
nativas, pelo plantio de monoculturas
de eucaliptos, avanço
da urbanização, construção
de represas. Estes têm
atingido a população de baixa
rendacomperdas de vidas e
prejuízos econômicos irreparáveis.
Um Estado que ao invés de
fiscalizar e limitar estimula a
ação predatória como descumprimento
do Código Florestal
construindo estradas,
vias expressas e prédios públicos em áreas
de proteção permanentes,
nascentes, várzeas
e margens de rios, impermeabilizando,
canalizando e retificando o
sistema hídrico e alterando o
balanço hidrológico
das cidades, liberando grandes
condomínios sem qualquer
tipo de análise prévia de
impacto ambiental e vizinhança.
São Paulo e Guarulhos são
exemplos desta ocupação e impermeabilização desenfreada,
seguidos de perto por São
José e outros municípios do
Vale do Paraíba.
Em face destas catástrofes,
a população esperava do Congresso
medidas legais visando
o fortalecimento do Código
Florestal, evitando mais degradação
ambiental e tragédias.
Na contramão da sustentabilidade,
deputados da bancada
ruralista, apoiados pelo
agronegócio e especulação
imobiliária, capitaneados pelo
deputado federal Aldo Rebelo(
PC doB), aliado do governo Lula,
tentam impor alterações
para destruir o Código
Florestal, antecipando num
breve futuro mais degradação
ambiental e catástrofes, justamente
nos aspectos que atualmente mais
a limitam e preservam nossos
rios e florestas.
Resta-nos saber quais prioridades
vão ser atendidas pelo
Congresso na votação, ouseja,
a vida e omeio ambiente ou
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